Participar do Summer Program, oferecido pelo Instituto Ismart, é uma oportunidade única para os alunos que desejam expandir seus horizontes durante as férias de verão. Proporcionado por instituições de ensino renomadas, este intercâmbio permite que os estudantes escolham cursos teóricos e práticos, além de atividades extracurriculares, proporcionando um enriquecimento acadêmico e pessoal. Mais do que apenas aprender dentro da sala de aula, o programa promove o contato entre jovens de diferentes países e culturas, ampliando a visão de mundo, fomentando networking e desenvolvendo competências socioemocionais. É uma chance de se aprofundar na cultura do país de destino e adquirir habilidades de liderança, tornando cada experiência uma verdadeira história de sucesso. Confira o relato de Vitória:
Sem sombra de dúvidas, um dos pontos altos das minhas férias foi viajar de avião. Não só a altitude era extrema, como a aventura que me esperava no meu local de destino era ainda mais grandiosa. Quando soube que tinha sido aceita no programa Summers Scholars da University of Notre Dame, senti a felicidade de estar conquistando um sonho ambicioso, e alguns meses depois eu finalmente pude viver essa tão aguardada experiência.
Já logo no aeroporto, a sensação era a de estar vivendo um filme. Havia anos que eu não viajava de avião, e era minha primeira vez tendo um destino internacional. Quando pousei pela primeira vez nos Estados Unidos, era tudo diferente. Fiquei extremamente encantada (e morrendo de medo) ao conversar com os funcionários da imigração, e a partir desse momento eu me toquei que estava em outro mundo. Eu sentia (durante toda a viagem) uma certa estranheza quando ouvia as pessoas ao meu redor falando inglês, pOutros três alunos do Ismart me acompanharam, e pegamos um táxi até o campus. Passamos pelo portão e tudo aquilo era ainda mais incrível do que eu imaginava.
A University of Notre Dame é linda de uma forma indescritível, uma construção mais linda que a outra. Chegando no dormitório (que era lindíssimo, por sinal), porém, eu estava um pouco insegura. Não tinha certeza se atenderiam ao meu pedido de alterar meu nome nos registros, e a ideia de dividir um quarto com um homem me deixava muito desconfortável. Senti um alívio grande ao saber que teria um quarto individual, mas também fiquei um pouco triste por não ter uma roomate. Para minha surpresa, assim que saí daquele cômodo, vi uma menina com um laço vermelho na cabeça no corredor. Conversei com ela e, aos poucos, descobrimos que compartilhávamos muitas semelhanças, mas vinhamos de contextos culturais bem diferentes, já que ela era chinesa. Eu amei a troca que tivemos ao longo do summer, e nossas discussões eram sempre muito interessantes pois ela trazia muitas ideias fora do que eu conhecia. Acredito que as conversas que tive com os estudantes de diversos continentes foi uma das coisas mais legais dessa experiência, não consigo colocar em palavras o quanto minha visão de mundo se expandiu enquanto ouvia as pessoas.
O que tornou a minha experiência e a de muitos que passam por Notre Dame inesquecível é a comunidade. O senso de pertencimento e coletividade é cultivado desde o primeiro dia, e os estudantes se apoiam em tudo. Sempre que passava por alguma dificuldade, sabia que podia recorrer aos meus colegas e aos tão dedicados monitores (que são alunos da universidade), e me esforcei ao máximo para retribuir esse apoio. A convivência, portanto, era maravilhosa, porque ao mesmo tempo que todos naquele espaço eram diferentes entre si, os valores de respeito, cuidado ao próximo e amor que fazem parte da University of Notre Dame eram refletidos por cada membro. Por esse motivo, me senti segura para me expressar livremente em todo o espaço da universidade, e até mesmo estando no dormitório masculino (que me dava arrepios no início), recebia um “Hi, Vi!” quando passava pelos corredores. Juntando tudo isso com os serviços de voluntariado que realizei durante o programa, posso afirmar que meu senso de empatia e coletividade se desenvolveu muito ao longo das duas semanas que passei lá, e quero poder replicar isso na minha comunidade.
Mas o que mais me impactou foram as aulas. O curso que realizei foi o Creativity In the Age of A.I e, cá entre nós, é o melhor curso. Tive aulas com uma professora incrível, super experiente na área de design e com vários convidados. No trabalho final, tive que desenvolver um jogo programado pelo Chat GPT, e apesar do grande estresse e frustração com a teimosia da ferramenta, aprendi muito sobre programação e desenvolvimento de protótipos. As discussões eram também muito interessantes, porque o curso abordava as Inteligência Artificial para muito além do seu uso prático, explorando também as questões éticas, filosóficas e legais da produção artística e comercial. Além disso, tivemos uma viagem para visitar dois museus da belíssima Chicago, e isso fez uma grande diferença na minha experiência pois, diferentemente do campus de Notre Dame, a cidade grande tem uma paisagem que se assemelha muito com São Paulo, só que com uma “praia” (O Lake Michigan). Assim, ao longo do curso, eu pude conhecer diversas paisagens do país em diferentes estados, e agora sei que, independemente de onde você for, é bom levar dinheiro a mais para as taxas que cobram em todos os produtos.
Com tudo isso, me sinto extremamente realizada de ter tido essa experiência. Estudar fora é um sonho que eu venho trabalhando a um bom tempo para realizar, e estar em uma universidade, acordando em um quarto e me dirigindo ao Dining Hall para tomar café da manhã, expor as minhas ideias numa sala de aula, praticar meu inglês ativamente todos os dias, experimentar sabores que não tinha provado no meu país e fazer atividades novas me deu um gosto de como minha vida universitária pode ser.
Gostaria de agradecer ao Ismart e seus apoiadores pela oportunidade de poder participar desse summer e pelo suporte ao longo de toda a minha trajetória; à equipe de Notre Dame, os Residential Counselors e todos que trabalharam para tornar nossa experiência maravilhosa; aos amigos que fiz durante minha viagem, em especial à Amity ; e à minha família pelo apoio.
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