Skip to main content

Participar do Summer Program, oferecido pelo Instituto Ismart, é uma oportunidade única para os alunos que desejam expandir seus horizontes durante as férias de verão. Proporcionado por instituições de ensino renomadas, este intercâmbio permite que os estudantes escolham cursos teóricos e práticos, além de atividades extracurriculares, proporcionando um enriquecimento acadêmico e pessoal. Mais do que apenas aprender dentro da sala de aula, o programa promove o contato entre jovens de diferentes países e culturas, ampliando a visão de mundo, fomentando networking e desenvolvendo competências socioemocionais. É uma chance de se aprofundar na cultura do país de destino e adquirir habilidades de liderança, tornando cada experiência uma verdadeira história de sucesso. Confira o relato de Gabriel:

Relatar a minha experiência no summer program de notre dame vai contra o propósito do próprio programa: ganhar experiência. Eu digo isso porque ler relatos de pessoas que fizeram programas parecidos é quase um hobby na vida de quem deseja estudar no exterior. Ficamos tão focados nos nossos objetivos dentro do processo de application que acabamos por ignorar a experiência que a gente almeja. Ter um gostinho de como é ser um universitário numa das melhores universidades do mundo não só me motivou a ter mais garra para o processo de ir para uma faculdade no exterior, mas também ajudou a desenvolver minha independência, conhecer novas pessoas e, principalmente, entender o quão longe meus sonhos e objetivos podem ir.

O summer foi claramente desenvolvido para expor tanto o lado acadêmico da universidade quanto o lado social. Conhecer outras culturas e representar o brasil e o ismart no exterior foram um dos pontos altos da minha viagem. Desde de ouvir “Braziill!” toda vez que eu e meu amigo José tocávamos numa bola ou quando um grupo chegava na gente cantando “eeeeu, parado no bailão” (aparentemente essa música é bem famosa lá). Todos os dias nós tínhamos jogos de um evento chamado The Notre Games. Nesse evento, nós fomos divididos em times que competiam por pontos em várias atividades diferentes. Teve orientador nosso subindo na árvore para não ser pego no pega-pega. Outra atividade incrível que eu tive foram as reuniões após o toque de recolher dos dormitórios. Nessas reuniões, nós fomos separados em seções que tinham um orientador para cada. O que era para ser apenas uma reunião de check in virou um dos melhores eventos do meu dia: além de compartilhar sobre nosso dia, nós fazíamos diversas brincadeiras. O entrosamento foi tanto que meu orientador deixou dois meninos jogarem ovos nele só porque ele errou o nome deles.

Em geral, a minha experiência social foi um teste muito bom da “vibe” da universidade, onde eu pude viver aa tradições, as caminhadas para as aulas, as brincadeira com os esquilos (muito dóceis aliás), as gincanas de equipe, os voluntariados na pequena south bend, etc… Já do ponto de vista acadêmico, apesar de não ter sido o ponto forte do programa para mim, foi incrível ver como as tecnologias mais recentes são feitas numa das melhores universidades do mundo. Eu fiz parte de um curso chamado “engenharia e inventando o futuro”, que, de maneira geral, era um curso introdutório à engenharia elétrica. Nesse curso, nós tivemos aulas teóricas sobre o funcionamento físico dos computadores, sobre a manipulação dos elétrons e sobre programação. Após as aulas teóricas, nós recebíamos convidados especiais, com experiência nas áreas abrangendo desde a fabricação de antenas e chips até o desenvolvimento de baterias e robôs.

Um convidado que me marcou muito foi o Tom O’Sullivan, um engenheiro elétrico e professor de Notre Dame. A mulher de Tom desenvolveu um câncer de mama 6 meses antes do casamento dos 2 e, obviamente comovido com a situação, Tom decidiu dedicar seu conhecimento para ajudá-la. Ele desenvolveu um aparelho capaz de mapear a região com alta eficácia, reduzindo a espera para ver a progressão da doença de 6 meses para 5 dias. Por fim, além das aulas teóricas e convidados especiais, finalizamos as duas semanas de summer com uma competição com carrinhos numa pista de corrida e de drag usando sensores e controlando a velocidade dos carrinhos. Meu time acabou não tendo um desempenho tão bom, mas explorar os dispositivos eletrônicos usados (motor drive, arduino, sensores) ampliou minha base de conhecimento na área muito. O summer de Notre Dame foi uma oportunidade incrível não só em termos acadêmicos, mas também como experiência de vida. Eu pude ver o quão longe meus objetivos poderiam ir e o quão longe meus esforços nos estudos poderiam me levar.

Por ter estado tão perto dessa realidade, trabalhar numa big tech, como a Microsoft ou Google, desenvolver as tecnologias mais avançadas do mundo e melhorar a vida das pessoas com a tecnologia se tornaram uma realidade muito palpável e concreta. Ir para Notre Dame foi um grande passo não só para o meu desenvolvimento pessoal mas também para minha família em geral: a geração dos meus pais cresceu no interior rural de Alagoas e essa foi a primeira viagem internacional da família. Eu espero que ainda venham muitas outras viagens igualmente transformadoras como essa de Notre Dame e agradeço muito a minha família pelo apoio, principalmente minha mãe por ter me ajudado com a viagem, e o ismart por ter me proporcionado uma das melhores experiências da minha vida.

+ VEJA MAIS: Histórias de sucesso de alunos do Ismart