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Participar do Summer Program, oferecido pelo Instituto Ismart, é uma oportunidade única para os alunos que desejam expandir seus horizontes durante as férias de verão. Proporcionado por instituições de ensino renomadas, este intercâmbio permite que os estudantes escolham cursos teóricos e práticos, além de atividades extracurriculares, proporcionando um enriquecimento acadêmico e pessoal. Mais do que apenas aprender dentro da sala de aula, o programa promove o contato entre jovens de diferentes países e culturas, ampliando a visão de mundo, fomentando networking e desenvolvendo competências socioemocionais. É uma chance de se aprofundar na cultura do país de destino e adquirir habilidades de liderança, tornando cada experiência uma verdadeira história de sucesso.Confira o relato de Miguel:

Abracei a minha mãe, meu pai, meu irmão, minha tia. Abracei-os de novo e mais uma última vez. A partir dali, o sonho estava se concretizando, a cada passo que eu dava. Era minha primeira vez fora do país e indo conhecer a universidade mais famosa do mundo: Harvard University! Eu me chamo Miguel e contarei um pouco da incrível experiência que tive nas férias de julho que foi participar do pre-college program de Harvard. Ao chegar em solo estadunidense, eu nem conseguia de fato acreditar onde estava. Eu e a Jéssica, outra ismartiana que também foi pro summer, pegamos o taxi do aeroporto direto para o endereço dos dorms. Já ao conversar com o motorista e ao olhar na janela do carro, percebi que estava em um local totalmente novo, tudo era diferente. Comecei a reparar nas ruas, nos carros e mal conseguia controlar a ansiedade de chegar. Assim que nós chegamos, tinham muitos outros jovens, norte americanos de outros estados e do mundo inteiro. Fiz o “check-in”, peguei minha chave, subi com o elevador e fui direito para o meu quarto onde ficaria por 2 semanas e dividiria com um californiano que virou um grande amigo. Quando pisei no meu quarto, a ficha realmente caiu. Eu estava em Harvard, um lugar que eu só ouvia falar durante o ensino médio, mas só tinha uma ideia muito vaga na minha mente. Nesse momento, eu não precisava mais imaginar, era só olhar pros lados. Foi muito mágico esse momento e não vou mentir, bateu um pouco de desespero e nervosismo porque eu estava, de certa forma, sozinho, muito longe de tudo o que eu conhecia. Depois do momento “o que estou fazendo aqui?”, que não durou muito, eu pude começar a apreciar a cidade de Cambridge e a grande faculdade que eu tinha tanto sonhado em um dia ao menos ver de perto.

Depois do primeiro dia me acomodando, no dia seguinte já começou as aulas do meu curso. Eu escolhi o de “Justice, Technology and Climate Change”, um curso focado em estudar e debater as mudanças climáticas do ponto de vista filosófico e da ética. Eu acredito que fiz a melhor escolha de curso que poderia, porque apesar do meu interesse estar mais atrelado com a tecnologia e computação – algo que eu já sei que gosto – nas aulas desse summer eu pude explorar um lado totalmente diferente, saindo das ciências exatas, algo que gostei muito. Cada aula era baseada em uma pergunta, uma pergunta filosófica que tinha muita discussão e diversos argumentos. Por exemplo, dois temas que tivemos foram “Who should pay for climate change?” e “What does it look like to treat unborn people fairly?”. Todas perguntas difíceis e extremamente interessantes. Então, antes das aulas tínhamos que ler artigos, textos acadêmicos de filosofia, dissertações (até mesmo publicadas pela minha professora do curso) para irmos pra aula preparados para discutir. Todas as aulas foram incríveis e poder dividir a sala com pessoas do mundo inteiro foi demais, assim como poder expressar a minha visão, como brasileiro e vindo de uma família de baixa renda. Ao longo do curso, além das aulas também tivemos que fazer duas atividades: um texto filosófico discutindo o tema de uma das aulas e uma apresentação em grupo tentando responder a uma pergunta filosófica criada por nós, alunos. Também curti muito realizar essas atividades, principalmente o texto, porque tínhamos que fazer como se fosse uma dissertação acadêmica em filosofia, o que era muito diferente pra mim que só tinha lido textos do lado das ciências da natureza.

Fora da sala de aula, também tive experiências inimagináveis! Primeiro, queria falar do Annenberg Hall, que era absurdamente gigantesco e lindo. Era lá onde eu tinha as refeições. Tinham muitos outros lugares incríveis como bibliotecas e museus. Os alunos do Summer tinham acesso a muita coisa mesmo e foi demais poder explorar tudo, conhecendo junto com os amigos que fui fazendo. O Harvard Yard também é bem bonito e eu passava por lá todo dia. Ademais, eu tinha atividades extras para me inscrever que eram muito divertidas e aprendi bastante com elas. Eu consegui ir em lectures, em assuntos de outras áreas, conversar com universitários sobre como é a vida universitária e até fazer viagens para Rhode Island e Boston no final de semana. Para mim, as viagens foram a melhor parte junto com as aulas. Um ponto muito legal é que nós tínhamos a liberdade para fazer tudo, escolher as atividades que gostaria de participar, visitar os lugares… A gente se organizava da maneira que queria para fazer praticamente tudo e com isso pude curtir muito as aulas e me divertindo com colegas. Essa independência foi um ponto alto da experiência. A liberdade e o acesso a diversos lugares da faculdade me fez sentir, de verdade, como um aluno. No terceiro dia eu já tinha decorado o caminho para os lugares (e olha que tudo era muito distante, só do meu dormitório até o prédio onde eu tinha aula era uns 10 minutos andando) e me senti como um universitário de Harvard. Isso foi incrível e me fez refletir sobre toda minha trajetória como estudante, lembrando desde o 8º ano, quando eu tinha entrado no Ismart Online bem no ano de pandemia. Quando eu ficava estudando, muitas vezes por curiosidade, sem entender aonde aquilo ia me levar. Lembrei do esforço dos meus pais, para darem conta de tudo enquanto eu pudesse focar totalmente nos estudos e não me preocupasse com mais nada. Para que eu pudesse sonhar.

No fim, vendo a viagem inesquecível que fiz e refletindo sobre, eu entendo como fui parar lá, eu achei uma resposta daquele receio que eu senti lá no primeiro dia. Eu estava lá porque foi um processo, um longo caminho estudando, persistindo e construindo uma jornada que eu nem sabia onde ia dar. Uma trajetória da qual eu me orgulho muito e devo muito a diversas pessoas que me ajudaram nele (como minha família e o Ismart). Eu aprendi muito com esse summer e tirei muitas lições pra minha vida, uma delas é a de nunca duvidar da minha capacidade de estar em algum lugar, em um espaço, porque sempre há um motivo e uma longa história por trás que me levou até esse espaço. Por fim, eu tenho muito a agradecer ao Ismart e a toda a equipe que me auxiliou e fez essa oportunidade acontecer. Tirei muitos aprendizados dessa viagem e apesar de tudo estar como antes aqui no Brasil, eu sinto que eu volto mudado e com o sentimento de missão comprida!

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