Participar do Summer Program, oferecido pelo Instituto Ismart, é uma oportunidade única para os alunos que desejam expandir seus horizontes durante as férias de verão. Proporcionado por instituições de ensino renomadas, este intercâmbio permite que os estudantes escolham cursos teóricos e práticos, além de atividades extracurriculares, proporcionando um enriquecimento acadêmico e pessoal. Mais do que apenas aprender dentro da sala de aula, o programa promove o contato entre jovens de diferentes países e culturas, ampliando a visão de mundo, fomentando networking e desenvolvendo competências socioemocionais. É uma chance de se aprofundar na cultura do país de destino e adquirir habilidades de liderança, tornando cada experiência uma verdadeira história de sucesso. Confira o relato de Jéssica:
A minha estadia de quinze dias na faculdade de Harvard foi uma experiência maravilhosa e inesquecível, que todos deveriam buscar a chance de ter. Parece que foi uma realidade alternativa e que tudo não passou de um sonho, mesmo eu estando lá e vivendo todas as oportunidades desses dias incríveis. Mas, nas primeiras horas não foi tão fácil me adaptar com toda a diferença cultural e linguística entre o Brasil e os Estados Unidos. O idioma, principalmente, foi a minha maior barreira, pois ainda que eu tivesse certo domínio da língua, estava tão nervosa que o guarda do scanner corporal na imigração elogiou o meu óculos e eu achei, por três vezes, que ele tinha falado que tinha algo de errado com eles, e eu repeti o processo de colocá-los e tirá-los 2 vezes, até finalmente agradecer pelo elogiou e receber uma risada sincera do guarda.
Além disso, o processo de chegada até o campus também não foi algo muito fácil. Tentamos pedir um Uber, mas como não tínhamos crédito no aplicativo, e o Ubers de Boston não aceitam “cash” como pagamento, precisamos pedir um táxi – o que encareceu bastante nossa ida até o Campus). Mas chegando lá, foi amor à primeira vista. Primeiramente, a oportunidade de passar pela cidade durante o caminho do aeroporto até o local de check-in foi uma experiência para ter o primeiro contato com o local. Ver as casas com arquiteturas tão diferentes das que estava acostumada e tão características de Boston fazia meus olhos brilharem. Segundamente, ver o local e as pessoas com quem eu ia passar meus próximos dias chegando me impressionaram bastante, e me trouxeram certo choque cultural. Além do fato de que os dormitórios são impressionantes de tão lindos que são. De primeira, eu conheci apenas os edifícios de Leverett, tanto de Mckinlock Hall, quanto das towers F & G. Apenas nos últimos dias eu visitei o dormitório de Dunster, que também era magnífico em sua arquitetura e composição. E tudo parecia da maneira que eu me sentia mais confortável: meu quarto tinha duas janelas de 2 metros de altura e 3 de largura, e três janelas menores, o que deixava ele bem iluminado durante o dia; minhas colegas de quarto eram amáveis e carinhosas; e minha suíte era privilegiada com uma quantidade muito interessante de ventiladores, o que evitou que morrêssemos de calor.
Durante o primeiro dia, depois de fazer o check-in e receber a chave do meu quarto e o meu id card, com meu acesso para os estabelecimentos, e depois de já termos nos acomodado e levado nossas malas até onde ficaríamos, tivemos um tour por uma pequena parte de Boston: do nosso dormitório até Memorial Hall, onde tivemos a abertura oficial do nosso programa de duas semanas, e, logo em seguida, fui ter minha primeira refeição no Annenberg Dining Hall, com uma variedade de comidas e opções. Depois do jantar, fui informada (assim como o resto dos meus colegas de classe) para nos juntamos atrás do edifício para fazermos um tour pelo campus e conhecer a localização do nosso prédio, onde iríamos ter as aulas durante todas as duas semanas. No fim do dia, eu queria muito descansar e aproveitei o final do meu dia com meus novos colegas no meu quarto.
Sobre minha turma e minhas aulas, eu, mais uma vez, só tenho a proporcionar elogios positivos acerca desse assunto. Muito contrário do que as pessoas imaginam, não foi uma aula fácil, mas sim de muito conhecimento e trabalho pessoal para identificarmos o que realmente nos guiava e quais eram nossos projetos futuros no qual iríamos exercer a liderança autêntica – a qual estávamos dispostos a aprender. Tive oportunidades de conhecer pessoas incríveis e que formaram grande parte dos meus grupos de passeios e formação de memórias afetivas. Além disso, tive aulas leves que foram cheias de conhecimento e novas informações.
Não apenas isso, mas as minhas aulas também foram bem diferentes das proporcionadas a alunos de outros cursos. Além de forjarmos interações fortes de amizade e harmonia entre nós, estudantes e professores, também visitamos, durante o horário de aula, uma livraria do John F. Kennedy- na qual havia uma exposição sobre a presidência do político e sua vida antes dela- e um escape room, onde pudemos colocar nossas habilidades de convivência e trabalho em grupo na prática, e nos divertimos muito, aproveitando o momento -mais que oportuno- para conhecer um pouco mais sobre meios de transporte em Boston: o metrô e o ônibus, pois utilizamos destes para nos deslocar até os locais propostos pela professora e sua assistente, que eram afastados do campus.
Um ponto bem importante em relação ao meu curso, foi que, como precisávamos de alguns materiais para trabalhos no contexto de dentro da sala de aula, como o livro “True North Fieldbook” e um teste de personalidade, eu só consegui tomar posse deles no terceiro dia de aula, pois a coordenação do programa acabou esquecendo que eu iria na sessão III do programa de verão. Entretanto, isso me levou a oportunidade de adentrar mais a fundo o Mckinlock Hall -edifício principal da Leverett House-, conhecer pessoalmente, ter uma conversa mais do que agradável e fazer um passeio e compras pela Harvard Square com uma das “cabeças” e responsáveis pelo programa: Caroline Lucy, a coordenadora.
No final do curso, como trabalhos finais fizemos um “paper” -no qual discutimos qual era nossa “estrela guia” para a liderança autêntica, o que aprendemos sobre nós mesmos durante o curso, nossas fraquezas e (também) nossas habilidades, além de nossos planos futuros e como tudo isso estava conectado-, bem como um projeto e apresentação em grupo, no qual tínhamos que ler, interpretar e apresentar o livro “Mindset: The new psychology of success”.
Dessa forma, e tendo contato, não somente com liderança, mas também com assuntos conectados ao ramo que quero seguir, essas experiências me ajudaram a consolidar mais conhecimentos no geral, me proporcionando a expansão da minha rede de contatos, e um aprofundamento de diversos temas, principalmente sobre assunto relacionados ao processo de liderar. Também tive contato com a ajudante da minha professora, que trabalha voltada no College of Business de Harvard, e pudemos discutir sobre o assunto, me instigando a conhecer mais e estar focada a aplicar para esse setor durante meu processo de application.
Dentro do programa tivemos atividades extracurriculares obrigatórias, as chamadas “Passport Activities”. Nelas, tive muita diversão aprendendo mais sobre a produção de paródias (escritas, desenhadas e cantadas/faladas) – e assistindo exemplos de paródia na mídia comunicativa, que nos tiraram boas risadas-, pude aprender como confeccionar documentos digitais – associando-os com design, e conhecimento de tipografia e coloração-, em especial, resumes e CVs, e aprender um pouco mais sobre minhas paixões. Além disso, durante minha primeira atividade, no meu primeiro dia útil, fui proporcionada com informações sobre mercado, economia, inovação e modo de taxação nos Estados Unidos.
Outrossim, as atividades extracurriculares obrigatórias não eram apenas sobre aprendizagem e adquirir novos conhecimentos. Também tive a oportunidade de ir em uma festa adolescente americana, com direito a vestidos chiques, músicas, sessão de fotos com amigos e snacks, e, depois, dar um passeio pela cidade. Ainda, no final da segunda semana, fui também a uma festa com nossos “proctors” (monitores de dormitório) e experimentei um momento de alegria com meus amigos. Foi nesse dia que pude conhecer mais o dormitório de Dunster, pois meu colega de classe se ofereceu para fazer um tour comigo pelo espaço.
VIDA SOCIAL/RELACIONAMENTO
Além de todas as oportunidades de aprendizagem acadêmica, eu também pude construir relacionamentos com pessoas incríveis, tanto durante refeições, pois sentávamos perto de pessoas diferentes e, de praxe, todos eles estavam abertos a novas experiências, quanto durante as atividades (aulas e extracurriculares).
Como tínhamos a parte da manhã e a da noite livres para fazermos o que quisessem, fomos, juntos, até o centro de Boston – fazer compras no Target e tomar sorvete-, fomos nas bibliotecas de Harvard (em especial a Lamonte, minha favorita) e pudemos ficar no centro de estudos “Smith Center”, jogando diversos jogos, ou até mesmo no basement de nossas casas, conversando e descansando.
Não só isso, mas também pudemos ter conversas mais concretas com nossos proctors, além de ter momentos de comunhão com eles, como no jogo de futebol – com direito a pizza a música- ou quando assistimos juntos a um filme – também com direito a pizza.
Aliás, no nosso penúltimo dia, eu e meus colegas de classe resolvemos, todos nós, jantarmos juntos e passar o resto da noite conversando no basement. No fim, estava tendo uma festa dos proctors apenas, perto de nós e recebemos comida, bolo e sorvete deles.
PASSEIOS
No final de semana, tanto no sábado quanto no domingo, visitamos diferentes locais, sendo, no sábado, uma viagem de uma hora e meia até Rhode Island, e, no domingo, um Duck Tour pelo centro de Boston. Foram passeios divertidos e inusitados, e eu pude conhecer mais sobre as praias dos EUA e dirigir um Duck Boat pela primeira vez.
VIDA PÓS-HARVARD
A experiência de estar em um ambiente enriquecedor me ajudou em diversos aspectos, e eu só tenho bons pontos para ressaltar. Creio que, após ter tido uma experiência tão boa, só fiquei com mais vontade e dedicação para me candidatar para o processo seletivo no exterior. Tenho certeza que voltei mais madura e comprometida com meu futuro, pois a viagem me ajudou a voltar mais centrada no meus sonhos e objetivos.
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