Programa Alicerce – BH
Victor Bryan Severino, estudante de 17 anos de Belo Horizonte, teve seu projeto selecionado como finalista da Rise, uma ação global da Schmidt Futures e Rhodes Trust que busca talentos com potencial para impactar o mundo. Ele tomou isso como um grande impulso para sua iniciativa de começar um movimento para recolher papel das escolas e o reciclá-lo para gerar uma renda para as instituições de ensino públicas do Brasil.“ Ver a apresentação de outros projetos me ajudou a ter um olhar mais crítico da sociedade e a ter brilhantismo e criatividade para resolver problemáticas do nosso cotidiano.”
Mas a semente da mudança foi plantada em Victor muitos anos antes, quando soube do Ismart através de uma prima que tomou conhecimento sobre o Instituto em uma palestra da escola. Ele entrou no programa Alicerce e hoje está estudando no Colégio Bernoulli. Talentoso, foi apresentado a um ambiente acadêmico extremamente desafiador, com impacto também em seu autoconhecimento. “Por meio das oportunidades e conversas, eu refletia sobre meu papel no mundo e sobre o que estava destinado a fazer de verdade. Dessa forma, eu descobri meus sonhos e comecei a pensar como poderia impactar minha comunidade e a sociedade.”
Desde a entrada no Ismart, as vidas de Victor e de sua família passaram por uma grande mudança na rotina e nas expectativas. “Na fase de adaptação no colégio novo, eu contei essencialmente com o suporte familiar. A preocupação de tantas novas atividades que requerem independência aos 13 anos, como pegar ônibus sozinho, só foram possíveis com minha família e meus amigos ao meu lado. Jornadas diárias, mesmo que cansativas, ficaram muito mais leves com os jovens Ismart, pessoas que me entendem e compreendem minhas dificuldades. E por meio dos temas tratados nas rodas de conversa, fiquei muito mais empático com a minha família e nossa relação melhorou exponencialmente”, conta Victor.
Para o futuro, ele planeja ter uma carreira bem consolidada que o permita trabalhar com o que gosta, que é ajudar a sociedade. “Penso em cursar Direito para me aprofundar sobre nosso texto constitucional e saber usar esse artefato a favor dos cidadãos. Sinto que é meu dever ter uma atuação de impacto no Brasil e retribuir a ajuda que recebi da minha família. Além disso, quero que meu impacto seja na minha comunidade. Deixar um legado e me tornar uma inspiração para jovens negros e periféricos que também acreditam no potencial transformador da educação. Ser um ativista dos direitos humanos e lutar por uma sociedade mais digna e mais respeitosa. Isso só é feito com esforço e dedicação!”